Secretaria de Comunicação não é depósito de acordos políticos

*Texto extraído da coluna semanal do nosso diretor Ednelson Prado no portal Meon

Conforme combinado há duas semanas com você, leitor, vamos falar sobre as dificuldades enfrentadas pelas Secretarias de Comunicação de muitas prefeituras que sofrem devido aos acordos políticos.

Infelizmente, muitos cargos de uma secretaria tão importante como essa acabam sendo ocupados, até os dias de hoje, por pessoas sem qualificação, sem preparo, sem formação.
Vale ressaltar que uma campanha vencedora é feita sempre baseada nos alicerces de uma comunicação que planejou cada passo da corrida eleitoral do vencedor: escolha de bandeira a ser defendida, slogan, discursos, produção dos programas eleitorais, conteúdo digital, conteúdo impresso, fotos, vídeos, tudo passa pela análise, planejamento e execução do setor de comunicação. Mesmo que a palavra final seja do candidato, durante a campanha, geralmente, ele respeita a opinião de sua equipe comunicacional.

Ao final, após a vitória nas urnas, geralmente, o homem responsável pela comunicação é alçado ao cargo de Secretário de Comunicação. Nada mais justo, já que ele foi um dos que mais trabalharam para garantir os votos necessários à conquista.

Como já disse aqui, após a posse, infelizmente, a grande maioria dos agentes políticos, no caso o prefeito, é tomada por um espírito obsessor que dá aos eleitos a certeza de que sabem e conhecem tudo e que dicas, conselhos, orientações não precisam mais de serem ouvidas. Ele passa a ser o detentor de todas as verdades e vontades.

Pois bem, diante disso, o que se vê é que os cargos na Secretaria de Comunicação, quase sempre, acabam ocupados por pessoas indicadas para atendimento de acordos políticos.

Como disse recentemente uma colega que atua em uma Secretaria de Comunicação aqui do Vale do Paraíba, interior de São Paulo: “não tem onde colocar? Não tem cargo? Coloca lá na Comunicação.

Pode parecer absurdo, mas é a realidade. E Por essa razão, muitas das Secretarias acabam cheias de pessoas, mas com pouquíssimos profissionais. Como resultado, uma comunicação pífia e que não atende às necessidades de uma administração municipal.

Tive o privilégio de ter trabalhado com um prefeito que me deu autonomia para escolher minha equipe, fazer trocas quando necessário, e de trabalho. No entanto, conheço e converso com muitos colegas que sofrem uma barbaridade pelas ingerências políticas e também administrativas.

Indo além, e não ficando restrito ao executivo, no legislativo, tirada as devidas proporções, isso também ocorre.

É uma pena, mas é comum vermos prefeitos, vereadores, deputados formados em medicina, engenharia, história, pedagogia e uma infinidade de outras profissões querem, ao estarem no cargo para o qual foram eleitos, corrigir textos, definir cores, frases, escolher fotos. Eu me pergunto: por quê Senhor, por qual motivo eles acham que estão preparados para isso?

Porque eu, com 25 anos de experiência em comunicação sei que não posso definir qual remédio devo tomar, qual quantidade de cimento devo usar no alicerce da minha casa, qual artigo de lei se aplica melhor para determinados problemas judiciais. Já eles, acham que entendem, apesar de não terem formação para isso, que possuem condições de escrever um texto.

Deixa eu falar uma coisinha básica, desculpem, mas a grande maioria das vezes vocês, prefeitos e vereadores, não sabem o que estão fazendo. E mais, a grande maioria dos Secretários só aceita por ser subordinado. Indo além, geralmente, isso massageia o seu ego, mas traz pouco resultado.

Vou preservar o nome da cidade, do prefeito e da Secretária, mas, no mandato passado, também aqui na região, uma prefeitura tinha em sua Secretaria de Comunicação algo em torno de 13 pessoas. No entanto, apenas duas ou três eram profissionais de comunicação, o restante era resultado de acordos e conchavos políticos que foram enfiados goela abaixo da Secretária. Resultado: uma comunicação mal feita; uma Secretária qualificada, competente, que não conseguiu realizar um bom trabalho porque não tinha uma equipe, e um prefeito que não se reelegeu.

Claro que você irá dizer, mas por qual motivo ela aceitou isso? Por que ela não recusou? Por quê ela não pediu exoneração?

Não vou aqui discutir as motivações pessoais dela, afinal, cada um sabe onde arde o calo.

No entanto, é importante frisar que essa realidade é vivida em dezenas de prefeituras. Há muitas nas quais a comunicação sequer é Secretaria, e aí ela fica subordinada a outros Secretários, como Governo, Administração ou Chefia de Gabinete, quase sempre pessoas que conhecem tanto de comunicação quanto eu de física quântica.

Na minha modesta opinião, já passou da hora dos profissionais de comunicação se organizarem, se unirem para que possam ter força como qualquer outra classe trabalhadora deste país. Enquanto a profissão de jornalista, radialista, publicitário e relações públicas não for valorizada, e essa valorização depende de cada um de nós, comunicólogos, situações como essa continuarão se repetindo.

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